quinta-feira, 29 de abril de 2010

Obtendo resiliência na cadeia de suprimentos

As cadeias de suprimentos mais eficientes e bem gerenciadas também sofrem disrupções e turbulências inesperadas e imprevistas. Deste modo, o que interessa neste momento é como criar resiliência em seu interior. Resiliência antes de tudo é a capacidade de um sistema voltar ao seu estado original ou desejado após uma perturbação.Isto não quer dizer somente velocidade , como também uma alternativa para os pontos críticos que são fatores limitantes que impedem a velocidade nos fluxos.


O acesso à informação urgentemente também é um pré-requisito para a resiliência, por meio de um trabalho que pode ser colaborativo para a organização. Isto também significa um compartilhmento maior de conhecimentos entre as organizações.

Para uma melhoria da resiliência da cadeia é necessário: Agilidade; Mapeamento e análise de caminhos críticos, visibilidade da cadeia de suprimentos, colaboração, velocidade e aceleração, inteligência, (re) engenharia dentro da cadeia, equipes de cntinuidade , responsabilidade e liderança direcionadas pela diretoria, planejamento colaborativo, desenvolvimento de fornecedores, pensar em opções reais, entre outras ações.

Gerenciando riscos na cadeia de suprimentos

Há um método de sete etapas para o gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos:
  1. Entender a cadeia de suprimentos
  2. Aprimorar a cadeia de suprimentos
  3. Identificar os caminhos críticos(nós e vínculos)
  4. Gerenciar os caminhos críticos
  5. Melhorar a visibilidade da rede
  6. Criar uma equipe de continuidade na cadeia de suprimentos
  7. Trabalhar com fornecedores e clientes para aperfeiçoar os procedimentos de gestão de riscos na cadeia de suprimentos
Na maioria das vezes, as organizações não possuem uma percepção da amplitude da rede de oferta e demanda da qual fazem parte. Há uma atenção dada aos canais em direção ao mercado, porém nem sempre o mesmo acontece quando se trata dos fornccedores de primeira camada. Estes dependem de fornecedores de segunda e até de terceira camadas para a continuidade de seus negócios. Entender a cadeia de suprimentos é gerenciar riscos e detalhar os caminhos críticos.

Aprimorar a cadeia de suprimentos significa uma simplificação em todos os processos, tornando-os assim confiáveis e menos complexos. Nem sempre a escolha de um fornecedor é feita de modo holístico, ou seja, justamente por sua disponibilidade ou preço baixo. Variabilidade e complexidade oferecem riscos a cadeia de suprimentos. Lembrando que o método Seis Sigma é uma boa ferramenta para redução da variabilidade nos processos. O método de controle de qualidade surge em 1980 , no contexto empresarial , quanto maior o valor de sigma, maior será a capacidade do processo de gerar resultado dentro das especificações do cliente. A metodologia segue o ciclo de 5 etapas: Definir, Medir, Analisar, Aprimore e Controle.A complexidade da cadeia de suprimentos é consequência do número de produtos oferecidos, o número de componentes e/ou submontagens e o número de fornecedores e clientes e sua localização.

As redes de suprimentos possuem uma complexa teia de "nós" e "vínculos" interconectados.Os nós são instalações, fornecedores, fábricas e armazéns.Os vínculos são os fluxos físicos, de informação e financeiros. A questão é identificar quais são os mais críticos para os negócios. Podem ser: lead time prolongado, uma única fonte de suprimento , dependência de uma infra-estrutura específica(modos de transportes, sistemas de informação), alto grau de concentração entre fornecedores e clientes, riscos na oferta, demanda, contole. A ferramenta ideal para esta identificação é a Análise de Modos e Efeitos de Falha(Amef) associada a Gestão de Qualidade Total(GQT). Posteriormente um sistema de avaliação é utilizado para criar um escore combinado de prioridade , multiplicando-se as três pontuações. ( O quadro está dividido em Gravidade, Probabilidade de ocorrência e Probabilidade de detecção).

Uma vez identificados os nós e vínculos críticos o mais importante é desenvolver algum plano de contingência para agir em caso de ocorrerem falhas. Fazer uma análise de "causa" e "efeito" para identificar as causas dos problemas.

Muitas cadeias de suprimentos possuem a visibilidade limitada, é essencial o conhecimento dos níveis de operações e fluxos de estoque. Para isso ferramentas como a Identificação por Radiofrequencia (IRF), rastreamento via satélite(dispositivos em contêineres e caminhões) e disposição para o compartilhamento de informações.

O foco apenas em TI ou financeiro é um procedimento correto nas organizações, porém como os maiores riscos estão na cadeia de suprimentos, é necessária uma equipe coordenada por um diretor para registrar possíveis riscos, pontos vulneráveis dentro das organizações e ações para que possam ser reduzidos.

Enfim, um trabalho em conjunto com fornecedores e clientes para que todos monitorem e vigiem suas respectivas cadeias de suprimentos. Assim sendo obtém-se uma cadeia de suprimentos mais resiliente.




terça-feira, 20 de abril de 2010

Entendendo o perfil dos riscos na cadeia de suprimentos


O que se vê atualmente são organizações preocupadas com a "Continuidade do negócio". Porém o que na verdade ocorre é uma limitação, ou seja, um enfoque limitado a esta dedicação das empresas. O risco de fornecimento, que é o fator mais importante na gestão não é considerado.
Há de se levar em conta que o maior risco à continuidade de um negócio seja a rede mais ampla da qual cada negócio individualmente é apenas uma parte.
A partir deste pressuposto sugere-se a determinação no perfil do risco no fornecimento. Isto é: Risco na cadeia de suprimentos= Probabilidade de disrupção x Impacto .

Assim observa-se os caminhos críticos no interior de toda uma rede.

As principais fontes de risco na rede são:

  1. Risco no fornecimento : Até que ponto o seu negócio se torna vulnerável por riscos no fornecimento?
  2. Risco na demanda : Qual a volatilidade na demanda? Em que situações a demanda de um produto afeta a demanda do seu produto?
  3. Risco no processo: As variabilidades dos processos são compreendidas? Qual é a resiliência nos processos?
  4. Risco no controle: O controle interno, as regras e políticas de decisão podem nos prejudicar, ou seja, em oportunidades de pedidos, políticas de estoque, entre outras.
  5. Risco ambiental: Onde se é vulnerável às forças externas? Os impactos destas forças necessitam ser avaliados.
Para os negócios multiproduto e multimercado o importante é levar em conta a margem de lucro.
Enfim, para mapear os perfis de riscos deve-se :
  • Priorizar os direcionadores da receita
  • Identificar a infra-estrutura crítica
  • Localizar as vulnerabilidades
  • Observar organizações com bons desempenhos contínuos
  • Desenvolver respostas
  • Monitorar o risco do ambiente de negócios.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Por que as cadeias de suprimentos são mais vulneráveis?



Um estudo feito pela Cranfield School of Management definiu a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos como: " Uma propensão a sérias perturbações provocadas por riscos localizados no interior da cadeia de suprimentos, bem como de riscos externos à cadeia." E depois deste estudo alguns fatores que deixaram a cadeia de suprimentos vulneráveis foram aprofundados como o enfoque na eficiência e não na eficácia; A globalização das cadeias de suprimentos; Fábricas focadas e distribuição centralizada; A tendência à terceirização; Redução da base de fornecedores.

Nas últimas décadas do século XX foi verificado um aumento na busca por eficiência, deste modo as práticas just -in- time foram adotadas para que houvesse uma redução do estoque nas empresas. O porém é que as organizações ficaram mais dependentes de fornecedores e tal plano fica inviável se ocorre volatilidade da demanda.

O impulso da globalização das cadeias de suprimentos fez com que terminassem as estratégias de marketing e manufatura locais, as montagens são todas feitos no exterior e a compra de manufaturas também pelo motivo de redução de custos, o que é fato. Mas o que deve ser levado em consideração são os custos totais da cadeia de suprimentos.

As empresas optaram por focalizar suas fábricas, isto é, ao invés de produzirem uma linha de produtos em locais diferentes, produzem menos produtos em um único lugar. A partir daí os custos da produção diminuem e assim sendo a centralização da distribuição deve acompanhar a mesma estratégia.

A tendência a terceirização com o intuito de aumentar a competitividade foi outro fator que trouxe riscos, por serem muitas organizações vinculadas entre si, quanto mais complexa a rede de suprimentos mais possibilidades de falhas e disrupção da cadeia de suprimentos.

Foi constatada uma grande redução do número de fornecedores dos quais as organizações compram matérias-primas, componentes e outros serviços. Disrupções fatais ocorrem por falhas em um único fornecedor e comprometendo todo o sistema de cadeia de suprimentos.

Enfim, são estes os principais fatores que fragilizam a cadeia de suprimentos.





Capítulo 8 : Gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos



Neste capítulo que faz parte do livro " Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos" de Martin Christopher serão identificadas as principais fontes de vulnerabilidade na cadeia de suprimentos e maneiras de como monitorar estes riscos na cadeia de suprimentos.

Posteriormente um plano de ação é proposto para o gerenciamento na cadeia de suprimentos , ressaltando uso das metodologias Seis Sigma para reduzir variaçnoes em processos-chave. Ao final do capítulo, são indicados meios para tornar a cadeia de suprimentos mais resiliente.

Está dividido em quatro tópicos:
  1. Por que as cadeias de suprimentos são mais vulneráveis?
  2. Entendendo o perfil dos riscos na cadeia de suprimentos
  3. Gerenciando riscos na cadeia de suprimentos
  4. Obtendo resiliência na cadeia de suprimentos
A seguir faremos posts sintetizando o que contém em cada um destes tópicos.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Missão Cumprida! Parte 2


Plantamos soja transgênica em 2 terrenos (pois crescem mais rápido), contratamos reparadores para não deixar filas, subornamos o prefeito, e não deixamos nossos bois em terrenos inférteis.

Cuidando para a geladeira não ficar cheia, pois os hamburgueres estragam.

Observe sempre a fertilidade do solo, espere o terreno voltar a ficar fértil para colocar mais bois.

As vacas loucas e doentes foram mortas sempre.

Promovemos os atendentes descontentes, cuidamos sempre de seus ânimos!

Promovemos campanhas para aumentar as vendas. Dica: comece sempre pela mais barata.

Ah! Não esqueça de verificar sempre o gráfico de crescimento.


Obrigada professor Valente pelas dicas! :)

quinta-feira, 18 de março de 2010

JOGOS DE EMPRESAS: CRIANDO E IMPLEMENTANDO UM MODELO PARA SIMULAÇÃO DE OPERAÇÕES LOGÍSTICAS.

Ao analisar o artigo, são citados pelos autores os jogos de empresas que possibilitam uma simulação das principais operações logísticas que existem em uma cadeia de suprimentos e a utilização da tecnologia para essa finalidade. Pode-se dizer que o objetivo principal de tais jogos é desenvolver estratégias para os obstáculos reais propostos, envolve também a capacidade de os jogadores em tomadas de decisão.
Cabe ressaltar aqui a dinâmica do jogo LOG IN, em que um administrador pode estabelecer demandas aos seus funcionários e colocar obstáculos aos seus fornecedores. Neste jogo nem sempre a melhor estratégia será a que prevalecerá no final. O futuro das empresas está previsto ainda mais por uma maior utilização destes jogos em treinamentos, pois a partir deles é que pode ser vista qual a reação dos funcionários diante de tomadas de decisão.
Enfim, LOG IN e o game do Mac Donalds são jogos em que a agilidade será um fator decisivo no sucesso de ambos, pois é assim na vida real quando estabelecemos um panorama de mercado. Assim como lidamos quando a questão é concorrência e demanda de produtos.

Referência:
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (Brasil) (Org.). Revista Produção On line: Jogos de empresas: Criando e implementando um modelo para simulação de operações logísticas. Florianópolis, 2006. 25 p.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Missão Cumprida!


Depois de muita soja plantada e bois criados é fácil alcançar 100.000!!! Depois disso, é só manter seus funcionários e diretores felizes! O rico fica cada vez mais rico...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

GAME DO MC DONALD'S



Seu objetivo nesse jogo é ganhar muito dinheiro na companhia Mc Donald's, mas não é tão simples, atrás de cada lanche tem um complexo processo que você terá que aprender, desde a plantação das alfaces até as vendas do sanduíches nas lojas.


Para mais detalhes use o tutorial no início do jogo.

Clique aqui para jogar!